30 de outubro de 2010

Imagem Terrível !

OS QUATRO DO APOCALÍPSE  

SAIBA MAIS.

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FHC, O Golpista.

FHC  -  O ESPIÃO GOLPISTA !


Revelado: a quem Itaipu será entregue

Reproduzo artigo do professor Mauro Carrara:

Antes da revelação, entretanto...


Saiba: que Itaipu é a maior geradora de energia limpa e renovável do planeta.
Saiba: que o presidente Lula inaugurou em 2007 as duas últimas das 20 turbinas da usina, capazes hoje de gerar até 100 bilhões de quilowatts-hora.
Saiba: que a hidrelétrica de Três Gargantas, na China, gerará 85 bilhões de quilowatts-hora, 8,4 bilhões de quilowatts-hora menos do que a capacidade máxima obtida por Itaipu.
Saiba: que é Itaipu não é apenas uma usina hidrelétrica, mas também um elogiado centro de preservação da fauna e da flora, um polo tecnológico de referência internacional e que conta até mesmo com um moderno observatório astronômico.
Saiba: que Itaipu é a base da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), cujo projeto de lei foi sancionado pelo governo federal, em janeiro de 2010.
Saiba: que nela trabalharam 40 mil brasileiros e paraguaios, e que 132 morreram para que você tivesse luz em casa e pudesse fazer funcionar este seu computador.

Eleita uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno pela revista Popular Mechanics (EUA), essa joia do povo brasileiro está sendo utilizada como moeda de troca em transações obscuras.
Como se sabe, entidades financiadas pelo National Endowment for Democracy (NED) têm oferecido suporte integral ao projeto dos partidos conservadores e neoliberais brasileiros, representados na eleição presidencial por José Chirico Serra. O NED é uma entidade privada norte-americana, mas abastecida por recursos públicos, encarregada de fornecer suporte a instituições-satélite empenhadas em desestabilizar governos de esquerda ou de centro-esquerda em todo o mundo.
Sua ações táticas estão centradas no fortalecimento de grupos políticos neoliberais, privatistas e pró-EUA. Garantem-lhes treinamento, expertise midiática, além de apoio financeiro, técnico e logístico.
Essas intervenções de auxílio, no entanto, têm um alto preço. Exige-se sempre uma contrapartida para as empresas que contribuem na constituição dos fundos do NED e das entidades por ele patrocinadas.
No caso do Brasil, a exigência é a entrega de Itaipu, da Petrobrás e do Banco do Brasil a grupos especulativos transnacionais, especialmente de capital norte-americano.


* Desvendando o enigma de Itaipu  


Há poucos dias, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reuniu-se com mais de 150 investidores no Hotel das Cataratas, em Foz do Iguaçu.

Você pode se perguntar: por que FHC, se ele não é mais presidente e nem exerce cargo público?
E pode ainda indagar: por que o convescote ocorreu exatamente naquela cidade?

O objetivo é claro e evidente. O ex-presidente é o delegado destacado pela coligação conservadora para negociar a entrega do patrimônio nacional aos especialistas em pilhagem além-fronteiras.


Para que o leitor perceba com clareza a gravidade dos fatos, façamos um elenco seqüenciado de informações:


1) O encontro de Foz do Iguaçu foi organizado por Raphael Eckmann. Formando pela conservadora universidade Mackenzie (SP), estudou também na Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos. Foi gerente comercial da Globosat e da Câmara Americana de Comércio. Desde 2007, é um dos executivos da Tarpon Investimentos, com sede em São Paulo.

2) Eckmann se diz "amigo" de Fernando Henrique Cardoso e um "apoiador" de seus empreendimentos.


3) A Tarpon gaba-se de "perseguir oportunidades de investimento pouco óbvias", conforme registra em seu site. Foca na compra de ações ou na obtenção do controle de empresas que não estejam em processo de leilão.


4) Se você quiser conhecer Eckmann e admirar seus bem cortados ternos Armani, fique na calçada da rua Tabapuã, próximo ao 1227, no bairro paulistano do Itaim Bibi, por volta de 13 horas. Verá o executivo sair para o almoço. Frequentemente, se faz acompanhar de colegas norte-americanos, em geral atuantes no ramo de energia.


5) Um dos principais clientes da Tarpon é a Ômega, dedicada especialmente ao setor de produção de energia. Trata-se de uma joint-venture com a Winbros, a holding de Wilson Brumer, presidente da Usiminas e do conselho de diretores da Ligh.


6) Há quatro semanas (Set. 2010), a Ômega anunciou que receberá um aporte de R$ 350 milhões da própria Tarpon Investimentos e da gigante norte-americana Warburg Pincus. O objetivo, segundo os diretores da companhia, é consolidá-la no setor de geração de energia renovável no Brasil.


7) Esse é o primeiro investimento da Warburg Pincus no Brasil, desde que instalou seu escritório aqui, em fevereiro. Ao jornais, o sócio-diretor da Warburg, Alain Belda, declarou o seguinte: "A escolha do setor de geração de energia como nosso foco está apoiada na expectativa de crescimento do mercado interno, o que pressionará a oferta de energia limpa no Brasil".


8) A parceria tem por objetivo acelerar os planos da Ômega de atuar na viabilização de centrais hidrelétricas de maior porte, conforme informou Antonio Augusto Bastos Filho, CEO da empresa.



9) A Warburg Pincus tem investidos mais de US$ 35 bilhões em empresas de 30 países, sobretudo em empresas de energia, tecnologia e prestação de serviços de saúde.


10) Nos últimos anos, a Warburg Pincus investiu mais de US$ 3,5 bilhões somente em empresas produtoras de energia.


Explica-se, assim, o porquê do encontro com Fernando Henrique Cardoso, justamente à sombra de Itaipu, em Foz do Iguaçu. O predador foi espreitar a presa.


Pelos saguões do hotel, rodeado de estrangeiros, FHC não escondeu sua intenção de entregar Itaipu, Banco do Brasil e Petrobrás aos amigos da causa neoliberal.


Em dado momento, ao lado de um sorridente Eckmann, e diante de muitas (muitas mesmo) testemunhas, o ex-presidente afirmou que a entrega das três empresas deve ser tratada com calma e paciência.


"Vamos ter que contornar algumas dificuldades com militares", declarou. "É preciso ir amaciando esse pessoal com calma".


Entre um gole e outro de uísque caro, os presentes quiseram saber sobre as eventuais pressões dos sindicatos, centrais sindicais e da população em geral. FHC sorriu matreiramente e disse que bastava "botar a polícia na rua".


"Ahhhh... O brasileiro é passivo e não vai lutar por muito tempo contra a força do governo", afirmou, com ar de enfado intelectual. Sua pequena platéia riu, depois que a frase foi traduzida.


Será que riu de quem?

*** Do Blog do Miro.

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29 de outubro de 2010

FHC X LULA - O Melhor comparativo dos Governos

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*Reproduzo matéria do Blog "Maria_FRÔ"; publicada na revista ISTOÉ, desta semana.
O melhor comparativo já produzido entre os governos LULA x FHC
A matéria e extensa, mas vale a pena ler todo o texto, para  melhor balizamento do seu voto.



PT e PSDB comandaram o País nos últimos 16 anos. Conheça quais são as diferenças entre as gestões e tenha mais elementos para definir o seu voto
Por: Amauri Segalla e Luiza Villaméa, na IstoÉ
TRUNFOS
A marca do governo Lula é o pré-sal. Na gestão tucana, as privatizações.
Abaixo, FHC com Wilma Motta, viúva de Sérgio Motta, e Mendonça de Barros, que caiu após escândalo
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A eleição do domingo 31 não vai apontar apenas o nome do vencedor da corrida presidencial. Ela também simboliza um inédito confronto entre os partidos que dominaram a cena política nos últimos anos – o PT e o PSDB. Pela primeira vez, os brasileiros terão como base de comparação dois períodos precisos, que duraram exatamente oito anos, e que ficaram marcados por diretrizes econômicas e ações políticas divergentes na maioria das vezes. O PSDB deteve o poder de 1995 a 2002, com o presidente Fernando Henrique Cardoso. Desde 2003, é o PT quem dá as cartas por intermédio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A despeito de convicções ideológicas, tão exacerbadas nestes tempos de eleição, os dois inegavelmente estão na lista dos líderes mais importantes da história do Brasil. Ambos tiveram méritos e defeitos, erros e acertos, e é impossível não creditar à dupla o excepcional momento vivido pelo País. Mas, afinal, como comparar os dois governos? Por mais que um lado ou outro possa reclamar, não há forma mais justa de avaliar as duas eras do que colocar na mesa de discussões os indicadores de cada gestão. Foi isso o que ISTOÉ fez, no levantamento mais completo já realizado a respeito dos dois governos.
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Principalmente nas áreas econômica e social, a análise dos números indica que a gestão petista tem resultados melhores para apresentar. Nesse aspecto, o primeiro dado que chama a atenção é a evolução do Produto Interno Bruto (PIB), que traduz o aumento da riqueza de um país. Nos dois mandatos de FHC, a taxa média anual de crescimento foi de 2,3%. Nos governos Lula, o índice será de 4% (considerando uma alta do PIB de 7,5% em 2010, embora analistas independentes acreditem que a taxa possa chegar a 8%). Lula também conseguiu uma proeza notável: elevou a renda per capita brasileira a US$ 10 mil, um marco que aproxima o índice brasileiro do indicador observado em países desenvolvidos. Nesse ponto, FHC não brilhou. Entre 1995, primeiro ano do governo Fernando Henrique, e 2002, quando ele deixou o poder, a renda per capita brasileira caiu de US$ 4,85 mil para US$ 2,86 mil. Em defesa de FHC, é importante lembrar que ele enfrentou duas sérias crises (da Ásia e da Rússia), que causaram estragos mundo afora.
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REMÉDIO
O PSDB popularizou os genéricos, medicamentos mais baratos
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ALIMENTO
O PT criou o Bolsa Família, que tirou brasileiros da miséria
Para muitos especialistas, o principal acerto econômico do governo Lula foi a política de crédito. “A expansão brutal do crédito dinamizou a economia”, diz Aldo Fornazieri, diretor da Escola de Sociologia e Política de São Paulo. “Ela gerou empregos, estimulou investimentos das empresas e blindou o Brasil diante das crises financeiras internacionais.” Com empréstimos mais acessíveis, as pessoas passaram a comprar mais bens, o que contribuiu para o aumento da produção industrial, mobilizada para atender à crescente demanda. Nesse ciclo, mais empregos foram gerados e, como consequência, veio o aumento da renda da população. Um dos efeitos colaterais dessa lógica capitalista é a alta inflacionária, em geral associada ao consumo desenfreado. Com metas de inflação rigorosamente cumpridas, o governo Lula não foi vencido por esse mal. No quesito controle de preços, motivo de orgulho para os tucanos, Lula também obteve um desempenho destacado. Na era Fernando Henrique, a inflação média foi de 9,1%. Nos oito anos de governo Lula, o índice deverá fechar abaixo de 6% – número surpreendente diante dos recorrentes argumentos utilizados pelos defensores de FHC, de que Lula supostamente levaria o País ao abismo inflacionário. “Lula demonstrou uma responsabilidade econômica que foi fundamental para o desenvolvimento do País”, diz o cientista político David Fleischer, da Universidade de Brasília.
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Justiça seja feita, Fernando Henrique herdou um quadro econômico muito mais complicado do que Lula. Inflação desenfreada, desconfiança internacional, empregos em declínio, investimentos minguados, tudo isso elevou de forma significativa os desafios colocados diante de seu governo. Ao PSDB deve ser atribuído o feito histórico de, enfim, consolidar no País uma moeda forte – o real –, que permitiu que os brasileiros controlassem suas despesas e planejassem melhor o futuro. A estabilidade econômica representou uma virada brutal, que fixou os alicerces necessários para sustentar o crescimento que viria mais adiante. Por sua vez, o PT pegou a casa relativamente arrumada, pronta para avançar num ritmo mais intenso. Lula, porém, foi suficientemente inteligente para prosseguir apostando no que funcionava. “Um dos méritos de Lula foi ter dado continuidade às políticas fiscal e monetária do governo Fernando Henrique”, diz Fleischer.
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ENERGIA
Acima, apagão no governo FHC.
Abaixo, Lula no anúncio do pré-sal
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Embora a condução da política econômica tenha convergido em alguns pontos, as eras PSDB e PT possuem características muito distintas. Qual é a marca principal de cada governo? No caso FHC, seu maior legado foi a estabilidade da moeda, façanha reconhecida por economistas de qualquer inclinação ideológica. No campo das realizações, Fernando Henrique se notabilizou pelas privatizações. Apesar das críticas, o processo de venda das estatais trouxe a melhoria dos serviços e foi fundamental para a multiplicação dos resultados financeiros das empresas. Algumas delas – como as de telefonia – estiveram envoltas em suspeitas de favorecimento a grandes grupos econômicos, denúncia que culminou na demissão do então ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros, e do presidente do BNDES à época, André Lara Resende.
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A principal marca do governo do PT é a política desenvolvimentista. Nos últimos oito anos, foram criadas as condições para que o consumo se acelerasse e as empresas incrementassem o nível de investimento. Iniciativas como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) funcionaram como impulsionadoras de diversos setores – da construção civil à energia – e colocaram em circulação uma enxurrada de recursos. “A orientação do governo Lula foi muito mais pró-crescimento”, diz o professor Policarpo Lima, chefe do departamento de economia da Universidade Federal de Pernambuco. “Houve um crescimento regional mais bem distribuído.” O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que distribui recursos para todos os Estados, alcançou em 2010 seu nível mais alto de investimentos (R$ 15 bilhões, contra os R$ 2,5 bilhões aplicados em 2002). O Nordeste atingiu na era PT um desenvolvimento sem precedentes. Em 2010, os três Estados brasileiros que vão apresentar maior avanço do PIB serão Bahia, Ceará e Pernambuco, com indicadores muito próximos aos da China, o país que mais cresce no mundo. Uma das indutoras do avanço nordestino foi a Petrobras, que ganhou no governo Lula uma relevância que não tinha na gestão tucana. “No governo Lula, a indústria da construção naval foi implantada no Nordeste e isso tem a ver com a Petrobras, que está comprando os navios que são produzidos na região”, diz o professor Policarpo Lima.
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A Petrobras está por trás de uma das maiores fronteiras do desenvolvimento do País. Se o pré-sal confirmar o seu potencial, o Brasil vai ficar entre as seis nações que possuem as maiores reservas de petróleo, atrás apenas de Kuwait, Emirados Árabes, Irã, Iraque e Arábia Saudita. Lula deu sorte com o fato de as reservas serem descobertas em seu governo, mas afinal foi ele quem liberou os recursos que permitiram a pesquisa em novos campos de prospecção. “A Petrobras tem vários papéis importantes para a sociedade”, diz o sociólogo Carlos Roberto Winckler, da Fundação de Economia e Estatística Siegfried Heuser, em Porto Alegre. “Os investimentos feitos pela empresa causam impacto, a começar pela ciência e tecnologia.” Lula foi perspicaz ao detectar a importância da petrolífera para a sua política desenvolvimentista – e, por isso, passou a usar a empresa como instrumento de marketing político. Funcionou. Em seu governo, o valor de mercado da Petrobras disparou e hoje ela está entre as três maiores corporações das Américas. No campo energético, o PSDB não teve a mesma performance. Os dois últimos anos do governo Fernando Henrique ficaram carimbados pela crise do apagão, que obrigou os brasileiros a racionar energia elétrica.
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EMPREGO E MOEDA FORTE
O PT criou 15 milhões de postos de trabalho
e o PSDB conseguiu estabilizar a moeda
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Nos últimos 16 anos de domínio de PSDB e PT, o Brasil se tornou um país muito melhor. As acertadas políticas econômicas dos dois períodos transformaram a vida de milhões de brasileiros. No campo social, provavelmente nenhuma outra nação passou por uma mudança tão veloz. No governo do PSDB, dois milhões de pessoas deixaram a linha da pobreza. No governo petista, o contingente chegou a 23 milhões. Criado em 2003, o Bolsa Família teve um papel vital nesse processo. Ele atende 12,6 milhões de lares e, sozinho, foi responsável pela erradicação de quase 30% da extrema pobreza. “Um aspecto gritante, que salta aos olhos, é a ênfase do governo Lula na dimensão social”, diz o cientista político Fábio Wanderley, da Universidade Federal de Minas Gerais. “No governo Lula, houve uma transferência de renda muito grande, o que possibilitou a milhões de pessoas ascender socialmente”, afirma o sociólogo Winckler. Uma comparação simples dimensiona a transformação em curso no País. De 2003 a 2008, a renda dos 10% mais pobres aumentou 8% ao ano, enquanto os ganhos dos ricos cresceram 1,5%. Ou seja, na divisão da riqueza nacional, os pobres começaram enfim a reduzir a gigantesca desvantagem em relação aos que estão no topo da pirâmide. Na área social, o PSDB tem alguns trunfos para apresentar. O partido criou programas bem-sucedidos como o Bolsa Escola e o Cartão Alimentação, que em 2002 atenderam 3,6 milhões de famílias. O governo Fernando Henrique também foi marcado pela disseminação dos remédios genéricos, o que facilitou o acesso a medicamentos considerados de qualidade.
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Para muitos analistas, uma conquista que se deve aos dois governos é o inédito protagonismo internacional alcançado pelo Brasil. “Fernando Henrique começou a enfatizar a li derança brasileira na América do Sul e ambicionou a reforma na ONU para que o Brasil venha a assumir um assento permanente no Conselho de Segurança”, diz o cientista político David Fleischer. Segundo ele, porém, Lula deu mais ênfase a esse processo e abriu portas até então fechadas ao País. “Lula tem sido o que chamamos de presidente-chanceler, por ser realmente o promotor da política externa do País.” Algumas iniciativas marcantes alçaram o presidente à condição de líder internacional. Lula apostou suas fichas na estruturação do G-20 como um novo organismo de coordenação econômica mundial, algo que viria a se transformar em realidade. Sua visita ao Irã, com o objetivo de intermediar um acordo entre o país e as Nações Unidas para pavimentar o caminho da paz nuclear, foi vista inicialmente com ressalvas, mas acabaria por afirmar o Brasil como um grande ator em uma área em que nunca tinha tido participação. “Lula virou o segundo chefe de Estado brasileiro a visitar o Oriente Médio”, diz Fleischer. “O primeiro foi dom Pedro II, por volta de 1876.” Em oito anos de governo, entre 1995 e 2002, FHC fez 115 viagens internacionais. A marca foi batida com folga por Lula. Até outubro de 2010, ele tinha realizado 194 viagens para o Exterior.
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Qualquer que seja o resultado das eleições, o próximo presidente terá um desafio adicional. Fernando Henrique e Lula deixaram aos seus sucessores um indiscutível legado de estadistas e deram ao cargo de presidente a dimensão que ele merece. O novo presidente também vai largar tendo como base de comparação um passado marcado por incontáveis realizações. Por essas razões, será provavelmente mais complicado superá-las. Isso, porém, não tira do próximo líder o dever de fazer o País tão grande quanto ele deve ser – ou pelo menos tão grande quanto o PT e o PSDB o fizeram se transformar nos últimos 16 anos.
Colaboraram: Alan Rodrigues e Adriana Nicacio:)Compartilhe essa idéia!  Share |   http://twitter.com/ajuanselmo

PSDB - Terrorista Brasileiros

Segredos da “revolução do ódio” no Brasil

O PSDB, o partido neoliberal de José Chirico Serra e Fernando Henrique Cardoso, montou ainda em outubro de 2009 um eficiente sistema capaz de disparar diariamente mais de 152 milhões de e-mails para brasileiros de todas as regiões.
Esse sistema é preferencialmente utilizado para disseminar peças de calúnia e difamação contra Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva e qualquer figura pública que ouse tomar partido do projeto da esquerda no Brasil. Funcionando também nas redes sociais, essa é uma das principais frentes da "revolução do ódio" em curso no país.
Até o primeiro turno da eleição presidencial, havia mais de 650 militantes, quase todos bem remunerados, para difundir material venenoso contra o governo federal. Neste segundo turno, essa super tropa de terrorismo virtual, recrutada por Eduardo Graeff, conta com mais de 1.000 militantes. Esse, no entanto, é apenas um braço do movimento de golpismo midiático financiado por entidades ultra-conservadoras, sobretudo norte-americanas, empenhadas em desestabilizar movimentos de esquerda pelo mundo e assumir o controle das fontes de riqueza nos países emergentes.


O enigma das “revoluções coloridas”

Há 15 anos, a Internet vem sendo utilizada como ferramenta de sabotagem por esses grupos. Dentre eles, destacam-se o poderoso National Endowment for Democracy (NED), a United States Agency for International Development (USAID) e inúmeras entidades parceiras, como a Fundação Soros. O NED, por exemplo, financia várias organizações-satélite, como o World Movement for Democracy, o International Fórum for Democratic Studies e o Reagan-Fascell Fellowship Program, que atuam direta ou indiretamente em todos os continentes. Grupos ligados ao NED, por exemplo, tiveram comprovada atuação nos episódios políticos que desestabilizaram a coalizão de centro-esquerda na Itália, em 2007 e 2008. Acabaram derrubando o primeiro-ministro Romano Prodi e, em seguida, reconduziram ao poder o magnata Silvio Berlusconi.
A ação envolveu treinamento de jornalistas, divulgação massiva de boatos na Internet, dirigidos sobretudo aos jovens, e distribuição seletiva de caríssimos “estímulos” a senadores de centro.


Mas, afinal, o que é o NED?

Criada em 1983, por iniciativa do presidente estadunidense Ronald Reagan, trata-se oficialmente de uma entidade privada, mas abastecida de forma majoritária por fundos públicos.



Ainda que seus dirigentes a qualifiquem como um centro de incentivo à democracia, trabalha sempre no apoio a movimentos de direita, com forte ênfase no liberalismo, no individualismo, no privatismo e no pressuposto de que os interesses do mercado devem prevalecer sobre os interesses sociais.

Segundo o conceituado escritor e ativista norte-americano Bill Berkowitz, do movimento Working for Change, o objetivo do NED tem sido “desestabilizar movimentos progressistas pelo mundo, principalmente aqueles de viés socialista ou socialista democrático”.

O NED e suas entidades parceiras figuram na origem das chamadas “revoluções coloridas” que se espalharam pelo mundo nesta década. A primeira operação virtual-midiática de grandes proporções foi a chamada Revolução Bulldozer, em 2000, no que ainda restava da Iugoslávia. O nome do movimento se deve ao ato violento de um certo “Joe” (na verdade, Ljubisav Dokic) que atacou uma emissora de rádio e TV com uma escavadeira. Logo, foi transformado num emblema da sedição.
Na época, especialistas em mobilização de entidades financiadas pelo NED concederam apoio técnico e treinamento intensivo aos membros do Otpor, grupo estudantil se tornaria fundamental na campanha de desestabilização do governo central.Talvez o melhor exemplo desse trabalho de corrosão política tenha ocorrido em 2003, na Geórgia, na chamada Revolução das Rosas, que culminou com a derrubada do presidente Eduard Shevardnadze.
Novamente, havia uma organização juvenil envolvida na disseminação de boatos, denúncias e incitações, a Kmara (Basta!), além de várias ONGs multinacionais como o Liberty Institute. A Revolução das Rosas não teria ocorrido sem o apoio das associações ligadas ao bilionário húngaro-americano George Soros. A Foundation for the Defense of Democracies, instituto neoconservador com sede em Washington D.C., revelou que Soros investiu cerca de US$ 42 milhões nas operações para derrubar Shevardnadze.
O roteiro se repetiu em vários outros movimentos, como a Revolução Laranja, na Ucrânia, em 2004, e a Revolução das Tulipas, no Quirguistão, no ano seguinte. Levantes dessa natureza ainda têm sido estimulados por esses grupos e seus agentes, que visitam os países-alvo em épocas de crise ou durante processos eleitorais. 



Observadores internacionais estimam, por exemplo, que NED e USAID investiram US$ 50 milhões anuais no suporte às entidades que desestabilizaram e derrubaram o governo de Manuel Zelaya, em Honduras. Nem sempre, porém, as “revoluções“ patrocinadas por essas entidades são coroadas de pleno êxito. É o caso da chamada “Revolução Twitter”, ocorrida na Moldávia, em 2009, e das frequentes operações de terrorismo midiático e virtual desenvolvidas pela oposição venezuelana.


Em todos esses episódios, há um procedimento estratégico que vem sendo seguido pelos grupos de sabotagem. Podemos sintetizá-lo em dez mandamentos operativos:


1. Difunda o ódio. Ele é mais rápido que o amor.
2. Comece pela juventude. Ela está multiconectada e pode ser mais facilmente mobilizada para destruir do que para construir.
3. Perceba que destruir é “divertido”, ao passo que “construir” pode ser cansativo e chato.

4. A veracidade do conteúdo é menos relevante do que o potencial impacto de uma mensagem construída a partir da aparência ou do senso comum.
5. Trabalhe em sintonia com a mídia tradicional, mas simule distanciamento dos partidos tradicionais.
6. Utilize âncoras “morais” para as campanhas. Criminalize diariamente o adversário. Faça-o com vigor e intensidade, de forma a reduzir as chances de defesa.
7. Gere vítimas do oponente. Questões como carga tributária, tráfico de drogas e violência urbana servem para mobilizar e indignar a classe média.
8. Eleja sempre um vilão-referência em cada atividade. Cole nele todos os vícios e defeitos morais possíveis.
9. Utilize referências sensoriais para a campanha. Escolha uma cor ou um objeto que sirva de convergência sígnica para a operação.
10. Trabalhe ativamente para incompatibilizar o político-alvo com os grupos religiosos locais.
Várias dessas agências internacionais de desestabilização enviaram emissários ao Brasil, especialmente a partir do ano passado. A ação-teste no Brasil foi desencadeada por meio do movimento “Fora Sarney”, organizado pelo movimento denominado “Rir para Não Chorar”, ou simplesmente RPNC. Os "indignados moralistas" de direita escolheram o político maranhense como alvo, mesmo depois de tolerá-lo durante 45 anos em instâncias decisórias do país. O líder da vez era um certo Sérgio Morisson, que se dizia consultor de ONGs e “fashionista”. Na época, vivia na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), atuando no Comitê de Jovens Executivos.
Na verdade, Sarney serviu apenas como um pretexto de ensaio golpista. O objetivo do grupo era canalizar o ódio da jovem classe média contra o governo Lula. Distribuíram 50 mil narizes de palhaço, seguindo disciplinadamente a cartilha de simbologia dos movimentos patrocinados pelo NED.
Na verdade, muitos dos “palhacentos” já tinham atuado em outro levante do tipo, o famigerado “Cansei”, que dois anos antes tentara se aproveitar do acidente com o avião da TAM para fomentar uma revolta popular contra o governo federal. Na presente eleição presidencial brasileira, todo o receituário estratégico e simbólico das revoluções coloridas foi empregado no fortalecimento da candidatura da ex-petista Marina Silva. A chamada “onda verde”, que impediu a vitória de Dilma Rousseff no primeiro turno, foi vigorosamente apoiada por expressivos setores da direita brasileira, inclusive com suporte mal disfarçado de parte da militância oficial do PSDB.


A direita estrangeira e o golpe em curso no Brasil


A principal entidade articuladora da “revolução do ódio” no Brasil é o Instituto Millenium (IM), que dispensa apresentações ao leitor da blogosfera. O IM tem uma fixação especial por Ayn Rand, uma escritora, roteirista e pseudo-filósofa russa que viveu a maior parte da vida nos Estados Unidos.

Rand defendia fanaticamente o uso de uma suposta razão objetiva, o individualismo, o egoísmo e o capitalismo. Segundo a base de sua “filosofia”, o homem deve viver por amor a si próprio, sem se sacrificar pelos demais e sem deles esperar qualquer solidariedade. Para os seguidores de Rand, o espírito altruísta cooperativo é visto como fraqueza e como destruidor da energia humana empreendedora. 
Rezam pela cartilha de Rand, por exemplo, o articulista de Veja Reinaldo Azevedo e o economista Rodrigo Constantino, membro do Conselho de Fundadores e Curadores do IM, autor de livros barra-pesada como “Estrela Cadente: As Contradições e Trapalhadas do PT” e “Egoísmo Racional – o Individualismo de Ayn Rand”.
O conselho editorial do instituto é liderado por Eurípedes Alcântara, diretor da revista Veja, tão conhecido pela barriguda matéria do Boimate (o anúncio da fusão genética do boi com o tomate) quanto por sua devoção fanática pelos Estados Unidos e pelo neoliberalismo radical. Participante ativo de programas de entidades financiadas pelo NED, Alcântara frequenta simpósios e atividades de treinamento destinadas a impor na América Latina o pensamento da direita corporativa norte-americana. A Internet ainda exibe uma conversa tão estranha quando reveladora entre o executivo da Editora Abril e Donald “Tamiflu” Rumsfeld, ex-secretário do Departamento de Defesa dos EUA. Segue aqui uma fala entusiasmada do entrevistador.

QUESTION (Alcântara): Yeah, that would be my pleasure. I have been watching close your role in the United States and I must say that I admire you. You are so firm since the beginning. When they said they were going there for the oil and then they said you were going there for your own interests, and then, well, we see democracy spreading throughout the Arab world. This is not a small thing, right? 


As relações entre o Millenium e entidades estrangeiras seguem diversas rotas de financiamentos e apadrinhamentos, mas um pouco dessa complexa malha de articulações pode ser visualizada aqui: http://obicho.wordpress.com/2010/03/08/o-anti-foro-de-sao-paulo-e-o-instituto-millenium-afinidades-electivas/
Hoje, os apoiadores estrangeiros do Instituto Millenium e dos partidos da direita brasileira têm um olho ansioso na eleição e outro faminto na compensação exigida. O principal balconista desse negócio é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que recentemente, em Foz do Iguaçu (PR), tentou acalmar sua inquieta freguesia. Caso José Serra vença o pleito em 31 de Outubro, o pagamento prometido está garantido: a entrega do Banco do Brasil, da Petrobrás e de Itaipu aos patrocinadores da “revolução do ódio”. Mais estarrecedor que esse acordo é o silêncio até agora das forças progressistas.


O que falta para se revelar esse segredo ao povo brasileiro?

Do Blog do Miro
Reproduzindo artigo enviado por Mauro Carrara:

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Virada de Serra!

BOMBA! BOMBA! BOMBA!

A VIRADA DE SERRA NA RETA FINAL!

* COMANDO PETISTA DEVE FICAR ALERTA E ACOMPANHAR  TODO ESSE EPISÓDIO ATÉ O DOMINGO.

Click aqui.

28 de outubro de 2010

Serra, O Cafetão.

Oi ! Vote no Serra, que segunda-feira conversaremos sobre aquele papo, tá ? 
Num comício em Minas Gerais, ao lado de Aécio Neves e do governador eleito, Antônio Anastasia, Dick Vigarista, o Zé Baixaria, se utiliza de um pedido indecente, cretino, sínico e assustador para a juventude do Brasil, pedindo que as meninas bonitas se prostituam, para conseguirem namorados e aventuras amorosas, angariando votos para ele. 
O PAPA,Chico Bento XVI,  deveria ser avisado dessa nova insanidade do Zé Chirico, assim como também do Aborto da sua madame.

** Meu cunpadi Torrôio, das quebradas do sertão Sergipano, nordestino que o Serróquio detesta, diz que Serra e Mônica , é um duplo ABORTO DE CARÁTER!

** Já o Furiba, do agreste interiorano, afirma que Serra não vai alugar nenhum e que parece um Serrote, de nome "Vai e Vem", e afirma:
- Se vai e vem fosse e voltasse, vai e vem ia, mas como vai e vem, vai e não volta, vai e vem não vai.

Portanto galera, domingo é dia de vacinação em massa e, você que ainda não deu! Dê 13 vezes; você vai gostar, e tenha a certeza de um Brasil melhor para nossos filhos e netos. 

DISSE ELE:
“Se você é uma menina bonita, tem que conseguir 15 votos. Pegue a lista de pretendentes e mande um e-mail. Fale que quem votar em mim tem mais chance com você”, pediu o presidenciável  tucano, José Serra, diante de simpatizantes em Uberlândia (MG), nesta quinta-feira (28).

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1998 - Serra e a Saúde!


O Zé(Ca) Urubú, quando ministro da saúde no governo do inóspito FHC, em 1998, já mascarava e fazia presepada com a saúde, na  sua administração, omitinho informações importantes para área do Nordeste.
Mais uma vez, fica comprovado neste depoimento, seu ódio e desprezo pelo povo Nordestino. 
Foi assim que ele comandou o ministério da saúde; na base da mentira e do preconceito com a região nordeste.
-Domingo, 31-10, com certeza daremos o troco.


*
MINHA EXPERIÊNCIA DE TRABALHO COM O MINISTRO JOSÉ SERRA


Sou Helvécio Bueno, 57 anos, nascido em São Gotardo – MG, morei em Belo Horizonte de 1961 a 1971 e, desde 1972 moro em Brasília. Formei em medicina pela Universidade de Brasília – UnB, fiz especialização em saúde pública e administração de sistemas de saúde e sou mestre em saúde coletiva. Entrei para a Secretaria de Saúde do DF em 1982. Na SES-DF fui médico sanitarista do Centro de Saúde n° 4 de Taguatinga – CST4, depois da Coordenação de Saúde da Comunidade, em seguida Chefe do CST4 e vice diretor do Hospital Regional de Taguatinga – HRT.

Em 1985 fui convidado para trabalhar no Ministério da Saúde - MS como técnico do Grupo de Trabalho para a Erradicação da Poliomielite no Brasil – GT Pólio. Trabalhei no MS de 1985 a 1999. Foram quase 15 anos e nesse período convivi com os seguintes ministros da saúde:

1 Carlos Corrêa de Menezes Sant'anna 15 de março de 1985 13 de fevereiro de 1986 José Sarney
2 Roberto Figueira Santos 14 de fevereiro de 1986 23 de novembro de 1987

3 Luiz Carlos Borges da Silveira 23 de novembro de 1987 15 de janeiro de 1989

4 Seigo Tsuzuki 16 de janeiro de 1989 14 de março de 1990

5 Alceni Guerra 15 de março de 1990 23 de janeiro de 1992 F. Collor de Mello

6 José Goldemberg 24 de janeiro de 1992 12 de fevereiro de 1992
7 Adib Jatene 12 de fevereiro de 1992 2 de outubro de 1992
8 de outubro de 1992 29 de dezembro de 1992
8 Jamil Haddad 29 de dezembro de 1992 18 de agosto de 1993 Itamar Franco
9 Saulo Moreira 19 de agosto de 1993 30 de agosto de 1993
10 Henrique Santillo 30 de agosto de 1993 1 de janeiro de 1995
11 Adib Jatene 1 de janeiro de 1995 6 de novembro de 1996 FHC
12 José Carlos Seixas 6 de novembro de 1996 13 de dezembro de 1996
13 Carlos Albuquerque 13 de dezembro de 1996 31 de março de 1998
14 José Serra 31 de março de 1998 20 de fevereiro de 2002
Nesses anos tive a oportunidade de ser o Coordenador do GTPólio e acompanhar o último caso desta doença ocorrido no Brasil; a seguir, como 1º diretor do Departamento de Operações da Fundação Nacional de Saúde – DEOPE/FUNASA pude coordenar a criação do Programa Nacional de Agentes Comunitários de Saúde – PNACS (depois mudado para PACS) e, do Programa Nacional de Parteiras Tradicionais – PNPT (descontinuado na gestão seguinte). Em 1991/1992 participei da reestrutração, por meio de empréstimos junto ao Banco Mundial, do Programa Nacional de Controle das DST/Aids – PN DST/Aids onde fui o 1° Chefe da Unidade de Controle das DST e posteriormente Chefe da Unidade de Assistência à Aids (o PN DST/Aids foi criado em 1985 na gestão do ministro Carlos Santana).

Em 1996 foi criada, no MS, a Secretaria de Políticas de Saúde da qual fui convidado para ser o 1º diretor do Departamento de Avaliação de Políticas de Saúde e depois, em 1998, diretor do Departamento de Informação em Saúde. Nesse período, participei da criação, em conjunto com a Organização Pan-Americana da Saúde - OPAS e fui o 1° coordenador da secretaria técnica da Rede Interagencial de Informações para a Saúde – RIPSA e, junto com o DATASUS, da Rede Nacional de Informações em Saúde – RNIS.


Aí assumiu o MS do ministro José Serra.
Meu 1º contato com o então ministro José Serra ocorreu da seguinte maneira: eu estava participando de uma reunião com todo o 1º escalão do MS na sala de reunião, ao lado do gabinete do ministro, que não se encontrava. A reunião era conduzida pelo Chefe de Gabinete. Depois de uma hora e meia de reunião, no momento em que falava o Secretário de Políticas de Saúde, o ministro Serra entrou na sala, não cumprimentou ninguém, interrompendo o palestrante, sem pedir licença, perguntou ao Chefe de Gabinete o que ele, Serra, precisava saber do que já havia ocorrido naquela reunião. Pegou o Chefe de Gabinete pelo braço e levou-o para seu gabinete deixando seu 1° escalão e alguns convidados sem dirigir-lhes uma única palavra. Essa era a forma com que tratava seus subordinados, o sorriso só aparecia na presença da mídia.
Porém, o mais importante e demonstrativo de seu caráter, foi quando, após 1 ano de sua posse, o ministro Serra solicitou uma avaliação da situação de saúde do país e, quando apresentei, entre outros dados, o aumento da mortalidade infantil na região nordeste ele simplesmente disse: “esta informação não pode sair deste ministério”. Foi quando, em setembro de 1999, pedi demissão do cargo que ocupava no MS.


Além disso, o candidato Serra diz, em sua propagando política, que criou o Programa de Aids e o medicamento genérico. O programa de Aids foi criado pelo ministro Carlos Santana em 1985 e reestruturado, ganhando dimensão internacional, em 1992, na gestão do ministro Adib Jatene; já o genérico foi criado em abril de 1993 pelo ministro Jamil Haddad, durante o governo de Itamar Franco.

Destes 14 ministros, com os quais convivi, destaco pela relevância do trabalho em prol da saúde da população brasileira o ministro Adib Jatene, Henrique Santillo e Carlos Albuquerque.

Se trago este depoimento é unicamente pela preocupação com o destino da maior parte da população brasileira que necessita continuar a melhorar sua qualidade de vida, não só de sobrevivência, mas de cidadania. Toda minha vida profissional, como médico sanitarista, foi dedicada à saúde pública, mas nunca me filiei a nenhum partido político, pois isso me dá a independência necessária para criticar quem precisa e elogiar só quem merece.

Brasília – DF, 20 de outubro de 2010.

Helvécio Bueno

Médico sanitarista Helvécio Bueno
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